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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Segurança em Arujá


            Esta secção abordará os mais diversos assuntos relacionados com a nossa cidade, para que possamos saber a opinião e as providências que estão sendo tomadas com relação ao assunto discutido.

            Nesta edição analisaremos o tema Segurança. A segurança é uma das maiores preocupações do cidadão e proporcionar a mesma é uma grande responsabilidade dos administradores. A sensação de segurança é que faz eleger esta cidade como ideal ou não para viver com nossas famílias.

            Quando se fala em segurança, logo vem à mente polícia, ladrão, assalto, portões altos, cadeados, dar duas voltas no quarteirão antes de entrar na garagem, não caminhar por locais sem iluminação, etc., etc. É realmente uma paranóia a falta da tal sensação de segurança. E os agentes que nos proporcionarão essa sensação, minimizando ou eliminando os riscos são o poder público (Prefeito e Secretarias), Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, CONSEG, Associação Comercial e o próprio cidadão, utilizando-se de seus cuidados e dos telefones disponíveis tais como 190 (Polícia Militar), 193 (Bombeiros), 181 (Disque Denúncia), etc. etc.

            A sensação de segurança é aquela em que você sabe que tem um policiamento confiável na sua cidade a ponto de saber que pode sair e chegar em casa sem problemas. Saber que se você tiver que ser socorrido a um hospital, esse socorro virá com rapidez. Saber que o trânsito está sob controle. Saber que pode ir ao banco portando valores que dificilmente será abordado por algum amigo do alheio. Saber que seu filho vai e volta da escola sem ser molestado. Saber que pode abrir e fechar o seu comércio com tranquilidade e fazer vendas com relativa segurança (aí entra a Associação Comercial).

            Parece um mundo de sonhos pois não podemos esperar um policial em cada esquina. A denúncia é um instrumento importante que o cidadão tem em mãos.

            Aqueles que acreditam que por estarem morando em condomínios fechados podem estar mais seguros enganam-se. A Delegacia de Arujá tem muitos Boletins de Ocorrências que comprovam que não estão em total segurança.

A falta de respeito para com as autoridades e a violência doméstica colaboram com a elevação das atividades criminais. Crianças e adolescentes com uma educação falha fatalmente irão ser cidadãos problemáticos no futuro.

Mas com ação conjunta sem desvios de responsabilidades das entidades citadas acima, com idéias renovadas e correção de eventuais falhas com certeza conseguiremos uma segurança exemplar para Arujá.

            Foram entrevistadas algumas pessoas que fazem parte da manutenção da segurança em nosso município, vamos saber as suas opiniões.

DR. LUIZ CLÁUDIO FERRETTI (Delegado Titular da Delegacia de Arujá)

            “Estou à frente da Delegacia de Arujá há dois meses dando continuidade ao excelente trabalho feito pelo Dr. Xavier que foi o delegado titular por diversos anos. Estou conhecendo as características de Arujá aos poucos e posso dizer que é uma cidade tranqüila. Digo isso pelo volume pouco expressivo de Boletins de Ocorrência originados principalmente por desinteligências, agressões, violência contra a mulher (Lei Maria da Penha), tráfico de drogas (em trânsito pela Via Dutra), furtos de automóveis e furtos a residências.
            Em Arujá, se levarmos em consideração uma população estimada em 80.000 habitantes e pelo volume de ocorrências, temos 38 pessoas na Delegacia, o que embora seja insuficiente, conseguimos suprir as deficiências com muita dedicação. Nos finais de semana fica sempre um delegado de sobreaviso que atende também a cidade de Santa Isabel. Já fui acionado algumas vezes para ocorrências de flagrante quando estava em minha residência, na cidade de São Paulo. Um departamento que precisa ser desenvolvido é o da Perícia Criminal (de Guarulhos) que atende a vários municípios e invariavelmente demora muito.

            Para Arujá o ideal seria mais 15 funcionários, sendo 5 delegados, 5 escrivães e 5 investigadores. Porém esse aumento de efetivo depende do Estado e de concursos públicos. O Prefeito ajuda muito pedindo ao Governo do Estado e as informações das estatísticas repassadas à Secretaria de Segurança é que determinam as quantidades necessárias para a cidade. Por isso é muito importante que se faça um boletim de ocorrência quando o cidadão for alvo de alguma situação criminosa, pois essa informação é que vai reforçar o pedido do Prefeito.

            A título de informação o Delegado de Polícia no Estado de São Paulo é o que recebe o menor salário no Brasil (R$ 5.203,13). Os mais bem pagos recebem R$ 13.368,68 (Distrito Federal).

            Hoje temos 9 viaturas em bom estado de conservação. Embora o Estado seja o responsável pela manutenção temos que agradecer muito aos comerciantes da cidade que auxiliam para que sempre tenhamos todas em uso.

            Arujá pode ser considerada uma cidade segura para se viver. O local de maior preocupação é o Parque Rodrigo Barreto pelo número de Boletins de Ocorrência lavrados.

            O que auxiliaria no combate à criminalidade seria o monitoramento da cidade através de câmeras, pois inibe a ação dos bandidos. Sei que é complicado pois depende de verba da Prefeitura, mas tudo tem que ter um início. Portais nas principais vias de saída também considero muito importante.

            A delegacia de Arujá está sempre à disposição da população. Quando houver algum sinistro o primeiro passo é acionar o 190 da Polícia Militar, pois a Polícia Civil sempre age como polícia investigativa, após a ação da PM.”

JOÃO CARLOS ROMÃO (Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Arujá – ACIPLA)

            “Não considero Arujá uma cidade segura para se viver. Faltam recursos e existem cidades que oferecem mais infraestrutura nesta área. Estamos sempre sujeitos a assaltos e roubos. Os condomínios oferecem segurança aos moradores porém não se vive somente dentro dos muros. O padrão da cidade não condiz com as condições de segurança oferecidas. Tem muita coisa a ser feita nesse sentido.

            O comerciante tem condições de realizar vendas com extrema segurança através dos serviços de consulta oferecidos pela ACE, porém a segurança patrimonial ainda é deficitária. Muitos comerciantes que atuam nos extremos da cidade e abrem seus estabelecimentos aos domingos e feriados trabalham constantemente com receios, ninguém fica tranqüilo.

            Os comerciantes através da ACE solicitam o monitoramento com câmeras em toda a cidade. Depende da Prefeitura dar o primeiro passo que a ACE mobilizaria toda a comunidade comercial e industrial para que ofereça sua contribuição. Na região do bairro Caputera que vai da Portaria do Condomínio Arujazinho I até a rotatória após a Portaria do Condomínio Arujazinho IV foi feito um estudo com a participação de vários comerciantes para a instalação de câmeras. Foram levantados custos, a Companhia da Polícia Militar na Av. João Manoel seria a base de monitoramento e o equipamento seria praticamente doado à Prefeitura. Não houve avanço pela falta de apoio. O que nos resta é participar de reuniões gerenciais para discutir o que fazer com relação à melhoria da segurança em nossa cidade, porém não vejo muita ação. Na minha opinião toda a cidade deveria ser monitorada. No início seriam os pontos mais movimentados como ruas dos bancos, comércios mais visados e locais mais distantes do centro.

            Outra solicitação dos comerciantes é com relação a portais nas saídas da cidade. Na gestão do ex-prefeito Genésio havia projeto, verba em caixa do governo estadual e nada foi feito.  Era a hora de se realizar estas obras, pois além de serem simpáticos para quem entra na cidade inibem a ação dos bandidos dando a sensação de vigilância.”

TTE. CEL. DA RESERVA DA PM MARCUS ALBERTO BALBINO (Diretor Comandante da Guarda Civil Municipal)

            “Arujá é uma cidade segura se comparada a outras da região. O que mais me preocupa como cidadão são os crimes contra a pessoa e os homicídios.

            A Guarda Civil Municipal (GCM) tem por prerrogativas zelar pelos bens públicos como prédios, escolas, praças, patrimônios, não fazendo parte de suas funções abordagens salvo em flagrantes. As ocorrências em Arujá referem-se a pequenos furtos em escolas, pichações em prédios, porém a GCM presta grande auxílio à população e apoio à PM e Polícia Civil. Hoje contamos com 40 GCM, que comparado com outros municípios podemos considerar que  estamos numa situação razoável. Existe um projeto de dobrar o efetivo dentro de poucos meses.

            Embora trabalhem desarmados, sou a favor do armamento. Por estarem uniformizados e em viaturas caracterizadas são alvo da ação de bandidos e terão que se defender. É óbvio que um treinamento e especialização se farão necessários. No momento todos trabalham com comunicação via rádio

            Temos 5 veículos em bom estado e como a GCM divide Arujá em 5 subsetores cada veículo cobre a sua área.

            Fala-se muito na necessidade de GCMs andando em duplas pelas ruas dos bancos ou dos comércios para inibir a ação de ladrões mas o que nos falta é efetivo. E de qualquer forma estariam desarmados. O mesmo acontece quando nos cobram mais bases fixas. Hoje temos três bases fixas: uma no centro, em frente à Rodoviária, outra na Av. Amazonas e outra no Jordanópolis. Cada base necessita de 8 GCM portanto priorizamos as duas primeiras.

            Quanto ao monitoramento com câmeras sou totalmente a favor, inclusive a sede da GCM poderia servir como base para abrigar a central de monitoramento e a GCM seria a responsável pelo acionamento da PM. Os portais nas saídas também são muito importantes. Serviriam como bases fixas para a GCM onde ficariam um ou dois GCM observando a movimentação e passando informações via rádio. Serviriam também como pedágio para distribuição de panfletos na ocasião de alguma ação da Prefeitura ou festejos.

            O cidadão pode acionar a GCM pelos telefones 153 ou 4655-1425. Se o delito for uma pichação ou invasão de prédios públicos a ação fica na responsabilidade da GCM, caso contrário acionaremos a PM.”

TTE. CEL. DA RESERVA DA PM MARCUS ALBERTO BALBINO (Coordenador da Defesa Civil de Arujá)

            “Atualmente também acumulo a função de Coordenador da Defesa Civil de Arujá (COMDEC) que envia informações ao CEDEC (a nível estadual) e ao SINDEC (a nível federal). A Defesa Civil tem uma atuação preventiva, mapeando locais de risco e uma atuação operacional quando acionada por motivo de algum sinistro como alagamentos, deslizamentos ou até grandes catástrofes como quedas de prédios e aviões, restabelecendo a normalidade da situação.

            A Defesa Civil conta com voluntários treinados para eventuais ações e com 2 Guardas Civis Municipais que também dedicam-se voluntariamente pela sua experiência nesta área. Como Arujá é uma cidade tranqüila os socorros sempre foram feitos pela Secretaria de Planejamento e Obras, mas é muito importante a reestruturação da Defesa Civil para que tome consistência. Algumas cidades contam com Defesa Civil que trabalham em conjunto com o Corpo de Bombeiros como Guarulhos e Itaquaquecetuba.

            Não será fácil a estruturação da Defesa Civil, pois além dos cerca de 30 voluntários que temos e que entrarão em treinamento na segunda quinzena de Setembro pela Coordenação Regional de Guarulhos, necessitamos de pelo menos um veículo. A sede da Defesa Civil é na sede da GCM e a Prefeitura é que tem que custear tudo. Ainda está em reestruturação mas é de vital importância equipar a cidade com este tipo de atuação preventiva. Temos que estar preparados para eventual necessidade.

            No primeiro semestre deste ano já tivemos 95 ocorrências atendidas pela Defesa Civil sendo que na maioria deslizamentos, estruturas abaladas, erosões, risco ou quedas de árvores e até desabamentos e alagamentos.

            Fui solicitado para esta função e estou me dedicando com as condições que me são oferecidas. Para o cidadão solicitar a intervenção da Defesa Civil basta telefonar para a GCM pelos telefones 153 ou 4655-1425. Está em fase de implantação um número específico (199) que atenderá as chamadas direcionadas para a Defesa Civil. Ainda temos muito trabalho para fazer.”

ALEXANDRE RIBEIRO (Potencial Monitoramentos)

            “O crescimento das cidades traz também a criminalidade. Você não sabe mais quem é o vizinho. A cidade de Arujá pode ser considerada uma cidade segura. Infelizmente o tráfico de drogas, que sabemos, aqui existe, incentiva o consumo e estes consumidores praticam arrombamentos e furtos para manter o seu vício.

            Na minha área profissional, monitoramentos através de alarmes, o maior índice de sinistros são os arrombamentos de comércios. Já trabalho há muitos anos nesta área e estou com minha empresa há cerca de um ano. Não tivemos nenhum incidente até agora mas já atendi a muitos arrombamentos. Nossa viatura chega ao local de 10 a 15 minutos e preservamos o local. Acionamos a Polícia Militar e avisamos o proprietário. A PM  sempre vem com muita rapidez pois ligamos diretamente à base de Arujá, não para o 190, que é atendido em Guarulhos. Muitos proprietários não fazem o Boletim de Ocorrência para preservar a imagem do seu estabelecimento, não querem divulgação. As ações dos bandidos são rápidas e a nossa resposta também. Estatísticas comprovam que esses atos são geralmente praticados por usuários de drogas e pelo fácil acesso à compra.

            Para a melhora da segurança em Arujá a ferramenta mais importante seria o monitoramento com câmeras e o aumento do efetivo da Polícia Militar. O monitoramento poderia ser colocado em pontos estratégicos como próximo aos bancos, nas avenidas principais e lojas com maior valor agregado.

            Os portais também são uma boa estratégia desde que com a fiscalização da GCM.”

DRA. MARJORI CASAL DE REY (Presidente do CONSEG/Arujá)

            “Não considero Arujá uma cidade segura. A minha maior preocupação é com relação a assaltos com riscos à nossa vida. Os ladrões matam para levar os nossos bens. Muitas das vezes não ficamos sabendo destes crimes pois os jornais não têm páginas policiais mais freqüentes divulgando esses atos.

            Todos nós sabemos que Arujá tem áreas de muita pobreza que não sendo atendidas em suas necessidades muitas vezes voltam-se para o crime, principalmente quando se trata de consumo drogas.

            O CONSEG (Conselho de Segurança) de Arujá é o meio que temos de levar as queixas, reclamações e solicitações dos moradores para as autoridades competentes. E não se relacionam somente com a segurança física em si. Problemas como falta de ônibus, ruas escuras, ruas esburacadas, necessidades dos idosos, ambulâncias, são discutidas e encaminhadas através de ofício à autoridade competente que deverá tomar providências. É um órgão apolítico e apartidário que intermedia a população através de reuniões mensais realizadas nos bairros com a comunidade e com a presença dos membros natos que são o Delegado de Polícia de Arujá e o Comandante da Polícia Militar. É feita uma ata acompanhada da lista de presença. É tudo muito bem documentado e enviado à Coordenadoria Estadual  dos CONSEG para avaliação de desempenho, portanto a autoridade não poderá alegar ignorância sobre o assunto.

            O CONSEG aos poucos vai ocupando o seu espaço na cidade, mas no início tivemos a sensação de que não nos davam grande importância. No dia da posse, 27 de Abril deste ano, na Câmara Municipal, muitos dos convidados não enviaram representantes, nomeadamente a Prefeitura, a Promotoria, o Fórum, a OAB e o Conselho Tutelar. Hoje já estamos conseguindo esclarecer a população sobre as finalidades do CONSEG e nas nossas reuniões o Prefeito e alguns vereadores já estão presentes.

            Para acionar o CONSEG o cidadão deve telefonar para a Presidente Dra. Marjori pelos telefones 9532-9408, 4652-6920 e 4653-2883 ou para o Vice-presidente, Edinho pelos telefones 4651-5696 ou Nextel 30*32605.”

GILBERTO BERGAMASCO (Bergamasco Emergências)

            “Em Arujá temos dois serviços de ambulância. A minha empresa presta o serviço de resgate, urgências e emergências e a Prefeitura o serviço ambulatorial. Entenda-se por ambulatorial o transporte de pessoas para tratamento ou com alta hospitalar. Se alguém precisa de transporte do Pronto Atendimento de Arujá para hospitais em outras cidades a minha empresa é quem faz o serviço.

            Arujá pode ser considerada uma cidade bem servida quanto ao socorro, porém essa estrutura não cresceu proporcionalmente com o crescimento da cidade e já está no limite.

            A minha empresa tem contrato com a Prefeitura que nos remunera com R$ 109.000,00. Hoje temos 3 ambulâncias resgate e uma UTI para atender a acidentes na Mogi Dutra, na Estrada de Santa Isabel e Dutra e às vezes somos solicitados para prestar socorro em cidades vizinhas, o que por solidariedade não podemos nos negar. Temos uma equipe de 33 pessoas entre médicos, motoristas, enfermeiros e técnicos em enfermagem que trabalham 24 horas em turnos de 12 por 36 horas.

            Não contamos mais com o resgate do Corpo de Bombeiros, mas temos o nosso próprio veículo equipado para retirar feridos de ferragens nos acidentes automobilísticos.

            Parece suficiente mas não é. Precisamos estar de prontidão porque podemos demorar ou até ficar sem condições de prestar o socorro à vítima. Muitas vezes temos todos os veículos em operação. Até altas hospitalares dentro e fora do município nos são solicitadas, o que não é nossa função. A empresa presta serviços de urgências, emergências e resgates, repito. Levar pessoas para casa é função da ambulância da Prefeitura, porém a reclamação constante é que as ambulâncias funcionam somente até as 16:00 hs.

            Hoje já se faz urgente uma revisão do valor do contrato para que possamos investir em mais veículos, pelo menos mais dois pequenos, e conseqüentemente na contratação de mais profissionais.

            Para solicitar o resgate o cidadão deve telefonar para o 192 ou para 4651-2829. Se telefonar para o 190 (Polícia Militar-Guarulhos) ou 193 (Bombeiros) seremos acionados também.”

EDSON BRAZ (Encarregado do Setor de Ambulâncias da Secretaria da Saúde)

            “Embora tenhamos somente 3 ambulâncias para transporte de pacientes deitados temos uma promessa de mais 2 ambulâncias e a contratação de mais 3 motoristas. Nossa função é o transporte ambulatorial de pacientes que recebem alta do Pronto Atendimento ou Hospitais de outras cidades em ambulâncias desde que não comprometa a saúde do doente. Não fazemos resgate nem socorro de acidentados. Nossas ambulâncias não possuem estrutura para isso.

            Temos mais 7 veículos entre Kombis e Vans para transportar diariamente doentes para tratamentos em vários hospitais. Doentes que fazem hemodiálise, quimioterapia, retorno de cirurgia ortopédica, são agendados e transportados. Para isso contamos com mais 9 motoristas que trabalham de Segunda-feira a Sexta-feira das 8:00 às 17:00 horas. Aos sábados de manhã transportamos pacientes para hemodiálise em Mogi das Cruzes, Guarulhos e São Paulo.

            Hoje estamos informatizando o setor e cadastrando todos os pacientes que estão fazendo tratamentos pois havia muito abuso por parte da população que se utilizava deste transporte para assuntos particulares e diziam que estavam fazendo tratamentos médicos. Na realidade ocupavam a vaga de alguém que realmente precisava. Para ser cadastrado o paciente deve trazer o encaminhamento médico.

            Para acionar a ambulância da Prefeitura o telefone é 4653-1624.”

EDSON NASSER DOS SANTOS (Diretor do Departamento de Trânsito de Arujá)

            “Arujá cresceu muito e o Departamento de Trânsito estava sem manutenção havia muito tempo quando eu assumi no início da gestão do Prefeito Abel Larini. O planejamento viário está desatualizado pois a cidade hoje conta com cerca de 50.000 veículos com placas de Arujá e cerca de 10.000 com placas de outros municípios. Faz-se urgente um novo plano viário para o nosso município.

            Considero Arujá uma cidade bem segura para se viver e no quesito trânsito estamos desenvolvendo ações para aumentar ainda mais a segurança ao pedestre e ao motorista. As maiores ocorrências em Arujá são os atropelamentos. Temos alguns pontos críticos como a rotatória da Praça Dalila (atropelamentos), em frente à Drogalis e a Av. Mário Covas (colisões e atropelamentos). O procedimento é sinalizar adequadamente os locais de maior risco como em frente às escolas, realçar as pinturas das outras faixas de pedestre, trabalhos de educação de trânsito nas escolas e lembrar que o motorista também é pedestre.

            O motorista arujaense já está se educando quanto à obrigação de parar nas faixas de pedestre mas os de outros municípios que circulam por Arujá ainda não respeitam essa nossa determinação por estarem mal acostumados. Em contrapartida observamos que alguns motoristas arujaenses acham que por estarem na sua cidade podem fazer de tudo, tratando as leis de trânsito na cidade com um certo desrespeito, o que não fazem quando estão em outras cidades. Por isso decidimos instalar radares para coibir o excesso de velocidade em alguns pontos e impor uma fiscalização mais rígida.

            Retiramos os ônibus da Av. Antonio Afonso de Lima, desviamos os caminhões do centro e alteramos algumas mãos de direção para desafogar o trânsito.

            Fui vereador por 8 anos e na época fizemos um estudo sobre monitoramento com câmeras de vigilância, inclusive tendo visitado municípios que já possuem essa vantagem. Eu acho fundamental para o controle da segurança porém o custo é muito elevado e a Prefeitura é a responsável pela instalação. Já está no orçamento para 2011 porém vai depender de se atingir o valor da arrecadação previsto.

            Na gestão do ex-Prefeito Genésio foi feito um estudo para a colocação de dois portais nas divisas de Arujá com Itaquaquecetuba e na divisa com Santa Isabel. A ACONDA estava dando apoio e até pensava-se em fazer um concurso entre os arquitetos da cidade para eleger o melhor projeto. Infelizmente não foi realizado.

            Hoje o Departamento de Trânsito conta com 4 veículos, 1 Kombi, 2 motocicletas e 12 agentes de trânsito. Com o desenvolvimento da cidade já solicitamos mais 2 viaturas e 4 agentes de trânsito.

            O cidadão pode entrar em contato com o Departamento de Trânsito pelos telefones 4653-1899 e 4653-2900 ou pessoalmente na Alameda dos Crisântemos, 585, Nova Arujá.”

CAPITÃO PM ALÍPIO DE LIMA RIOS (Comandante da 3ª Cia. P.M.)

            “Arujá é uma cidade bem segura para se viver. O efetivo da Polícia Militar é suficiente para a cidade, mas deverá melhorar. Para se ter uma idéia, Arujá tem o menor índice criminal nas cidades do Alto Tietê. Basta acessar o site www.ssp.sp.gov.br e verificar as estatísticas.

            Em Arujá o que mais preocupa são os furtos e roubos de veículos e já mapeamos os pontos mais críticos que são a Rodovia Presidente Dutra e as proximidades do Pronto Atendimento e Hospital AMA pela grande concentração de veículos e pessoas. As maiores ocorrências que atendemos são as desinteligências entre marido e mulher e brigas entre vizinhos.

            As viaturas estão em bom estado de conservação e a Prefeitura tem ajudado muito na manutenção. Foi solicitado um reforço de efetivo pelo Prefeito ao Alto Comando da PM, porém depende de muitos fatores, por exemplo a duração do treinamento dos soldados que é de 14 meses.

            As bases fixas que temos no Parque Rodrigo Barreto e no Bairro Caputera, em frente ao Condomínio Arujá 5 podem parecer insuficientes para a cidade porém o serviço mais efetivo é o motorizado onde cobrimos uma área bem maior em menos tempo e sempre nos mostramos presentes. Uma base fixa ocupa pelo menos 8 soldados para cuidar do imóvel.

            A PM está presente 24 horas por dia através de programas de policiamento, Rádio Patrulha, Ronda Escolar, Força Tática (viaturas Blazer), ROCAM (motocicletas) e a BCM (Base Comunitária Móvel). Constantemente realizamos operações impacto nos horários se locais mais críticos com reforço de policiais de unidades especializadas enviados por outros municípios.

            Temos reuniões constantes com o CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança), com os Diretores das escolas, com líderes religiosos, para conscientizar que a comunidade deve ajudar na prevenção à segurança. O disque-denúncia (telefone 181) é muito importante, pois além da pessoa não precisar se identificar é uma ferramenta contra o crime.

            Sou a favor de um monitoramento por câmeras desde que a Prefeitura seja a detentora e operadora. Os portais também são importantíssimos, desde que com monitoramento pois haveria um controle maior das entradas e saídas da cidade.

            A Polícia Militar está 24 horas à disposição da população através do telefone 190 e do disque-denúncia, 181. O COPOM (Comando da Polícia Militar) é centralizado na cidade de Guarulhos, por isso o 190 é atendido por lá, mas a resposta às solicitações é muito rápida.”



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